Nem jornal nem operadora de telecomunicações: como o Facebook quer ser regulado

2020-03-13
Fonte: Sapo Tek
Foto por: Facebook

Nem media nem operadora de telecomunicações, mas algures no meio. O presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, diz que o conteúdo que é publicado na rede social deve ser regulado pelos Estados com um modelo algures entre a legislação que existe para os meios de comunicação e a que regula as operadoras de telecomunicações.

Penso que deve haver regulação para conteúdos prejudiciais… há uma questão sobre qual o enquadramento que devemos usar para isto”, afirmou Zuckerberg na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, perante líderes e responsáveis de segurança de todo o mundo.
“Neste momento, há dois enquadramentos para indústrias já existentes — existem os jornais e os outros media e depois há o modelo das telecoms”, disse. Se os media são responsáveis pelo que publicam, “os dados apenas fluem” pelas operadoras de telecomunicações. “Não vamos responsabilizar a empresa se alguém diz algo prejudicial através da linha telefónica”.
Penso que onde devemos estar é algures no meio”, concluiu.
Zuckerberg garante que o Facebook implementou medidas para contrariar as chamadas fake news e as tentativas de interferência em eleições, depois do escândalo que envolveu a Cambridge Analytica, cuja manipulação online terá ajudado Donald Trump a vencer as últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos.
O líder da maior rede social do mundo afirmou que o Facebook emprega actualmente 35 mil pessoas para rever conteúdo online.
Estas equipas e tecnologia automatizada suspendem todos os dias mais de um milhão de contas falsas, disse Zuckerberg, “a vasta maioria” das quais “são detectadas poucos minutos depois de serem criadas”.
O nosso orçamento é maior hoje do que toda a receita da empresa quando entramos em bolsa, em 2012, e tínhamos mil milhões de utilizadores”, afirmou, em Munique. “Estou orgulhoso dos resultados, mas temos, definitivamente, de nos mantermos vigilantes.”
Google é a marca tecnológica com mais reputação em Portugal no ranking da OnStrategy
O estudo Global RepScore analisou os níveis de reputação de marcas de diferentes secores e, na tecnologia, é a Google a liderar, seguida da Microsoft e do YouTube.
Em Portugal, a Google é a marca mais reputada no sector tecnológico e das poucas com reputação de excelência. A conclusão é do estudo Global RepScore, realizado pela consultora OnStrategy, e que avalia o posicionamento e os níveis de reputação associados a mais de 2.700 marcas a operar em Portugal.
Em comunicado, a empresa garante que a área da tecnologia, juntamente com a do sector alimentar e soluções para crianças, é das que apresenta uma melhor reputação. No caso tecnológico, a Google é a única das restantes empresas a conseguir arrecadar a nota A-, com 81,2 pontos, logo seguida da Microsoft e do YouTube. O WhatsApp e a Samsung encerram o top cinco deste sector.
Para Pedro Tavares, partner e CEO da consultora, o desafio está na "correta identificação dos stakeholders mais influentes, auditoria de posicionamento e reputação, seleção dos touchpoints mais eficientes e gestão dos impactos financeiros”. E, apesar do aumento das marcas consideradas como tendo índices reputacionais excelentes e robustos, Pedro Tavares garante que este conjunto não chega a representar 5% das marcas que têm notoriedade em Portugal. Por isso, considera que ainda há um grande trabalho pela frente.
Em oposição aos sectores com melhor reputação, surgem áreas de serviços e governos como a energia, a banca e os seguros, alguns dos sectores com índices de reputação mais baixos. Para além da tecnologia, na área das telecomunicações o vencedor foi a Vodafone e na energia a Galp.
O documento analisa ainda os CEO com melhor reputação a nível nacional, sendo o fundador do Grupo Nabeiro, Rui Nabeiro o vencedor, com 80,1 pontos. Em segundo lugar, surge António Mexia (77,3 pontos), presidente da EDP, seguido de Alexandre Soares dos Santos, antigo presidente do grupo Jerónimo Martins, falecido em agosto do ano passado, que alcançou 74,2 pontos.
Estes dados surgem depois de no ínicio de 2020 a Google ter trazido pela primeira vez para Portugal o programa StartUp Growth Lab. Depois de ter selecionado oito startups que passam a ter acesso a mentoria e workshops com o objetivo de acelerar o seu crescimento, a Google pretende acelerar o seu crescimento ao longo de dois meses.

Março 2020

 

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