Acordo entre Facebook e EUA pode incluir comité de supervisão de privacidade na empresa

2019-05-07
Fonte: Globo
Foto por: Pixabay bu Pexels

O Facebook e a Comissão Federal de Comércio (FTC, em inglês) estão negociando um possível acordo que exigiria que a empresa criasse um comité independente de privacidade e adotasse outras medidas para proteger os usuários, informou o site Politico no passado dia 01 de maio, citando uma fonte. Os passos incluem nomear um funcionário de privacidade aprovado pelo governo federal no mais alto nível do Facebook e criar um comité de supervisão

O possível acordo entre a empresa e a FTC é uma adição aos US$ 3 bilhões de dólares que o Facebook anunciou que reservaria na semana passada para cobrir acordos com reguladores dos EUA, segundo o Politico. A rede social havia alertado os investidores que pode amargar perdas de até US$ 5 bilhões devido à investigação sobre violação de privacidade levada a cabo pelo governo dos EUA.
A FTC tem investigado denúncias de que o Facebook partilhou de forma inadequada dados pertencentes a 87 milhões de usuários com a agora extinta consultoria britânica Cambridge Analytica . A investigação enfocou se o compartilhamento de dados e outras disputas violaram um acordo de 2011 fechado com a FTC para proteger a privacidade do usuário.
O diretor executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, assumiria o cargo de "responsável pela conformidade", responsável pela execução das políticas de privacidade da empresa, disse o relatório. Tanto o Facebook quanto a FTC se recusaram a comentar a matéria.
O presidente-executivo Mark Zuckerberg pode ser apontado como o responsável direto pelos escândalos de vazamento de dados e violação da privacidade de usuários pelo Facebook após a investigação da FTC, reportou o jornal The Washington Post.

Resultados surpreendem
A receita total da rede social de Mark Zuckerberg no primeiro trimestre de 2019 subiu 26% para 15,08 bilhões, batendo as estimativas dos analistas, de US$ 14,98 bilhões. O lucro, porém, caiu para US$ 2,43 bilhões, ou US$ 0,85 por ação, ante US$ 4,99 bilhões no mesmo período do ano anterior. Analistas esperavam um lucro de US$ 1,63 por ação. Se descontada a quantia separada com relação à investigação oficial, de Washington, o resultado seria de US$ 1,89 por ação.
O número de usuários do Facebook cresceu para 2,38 bilhões (eram esperados 2,37 bilhões, segundo dados do IBES da Refinitiv).

Maio 2019

 

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