Governo de Angola quer retomar televisão digital terrestre

2019-02-07
Fonte: ANGOP
Foto por: Pexels/ Steve Johnson

O Ministro da Comunicação Social, João Melo, afirmou, no passado 25 de janeiro, em Luanda, que uma das prioridades do sector é retomar o projeto de televisão digital terrestre, por se tratar de um compromisso assumido pelo Governo.

João Melo, que falava no ato de assinatura do acordo entre a InfraSat e a Televisão Pública de Angola (TPA) para a exploração da banda KU16, no âmbito da compensação do sinal do Angosat1, disse que o projeto de televisão digital terá este ano um grande impulso.
Para o Ministro, o ato de assinatura do acordo confirma que o Angosat1 não “faleceu”, porque, apesar do percalço técnico que ocorreu, o acordo negociado pelo Estado e a parte russa, que permite este tipo de compensação, está a funcionar.
O acordo vai permitir à TPA usar o sinal do satélite por um custo inferior ao atual e aumentar a sua capacidade e qualidade tecnológica, sendo também uma prova de que é possível fazer mais com menos recursos, salientou o governante.
Estudos feitos pela TPA apontavam para adopção da televisão digital, a partir de 2016, em substituição da analógica, no quadro das recomendações da União Internacional das Telecomunicações (UIT). O processo só começa a ganhar consistência três anos depois.
João Melo sublinhou, por outro lado, que os Ministérios da Comunicação Social e o das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação estão a trabalhar para a resolução dos problemas que o sector da comunicação social enfrenta do ponto de vista técnico.
Estamos ambos preocupados e engajados com o aumento da expansão do sinal de rádio e televisão em todo território nacional ", disse.
Por seu turno, o Ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse tratar-se de um ato simples, mas com muito significado, não só para a TPA, mas para todos que trabalham no programa do Angosat.
Esperamos que, com isto, estejamos a contribuir para que a TPA possa usufruir das capacidades disponíveis e que estas capacidades sejam também usufruídas pelos outros sectores estratégicos do Estado”, disse.
Angola já beneficia desde setembro de 2018 um terço da capacidade para compensar a falha do Angosat1, lançado em 26 de dezembro de 2017.
O País está a ser compensado com sinal de dois satélites, sendo o AM7 que envia sinal na banda C e o E3B que emite sinal para a banda KU, disponibilizados pela Rússia, país construtor do Angosat, que até que seja entregue às autoridades angolanas o Angosat2.
São compensações que visam colmatar os problemas verificados no Angosat 1, à luz do contrato que obriga a parte russa a assumi-las na totalidade, incluindo as reservas feitas pelos interessados na compra do sinal. E por sua vez, traduzem-se na atribuição, sem qualquer custo para Angola, de 216 Megahertz na Banda C, e 216 Megaheartz na Banda Ku, enquanto o Angosat-2 estiver em construção, para suportar todos os serviços necessários.
Esta compensação derivou da inoperância do Angosat-1, lançado em 26 de dezembro de 2017, que apesar de continuar em órbita não apresenta os parâmetros para os quais foi contratado. Para evitar prejuízos à parte angolana, foram acionadas as cláusulas contratuais, que impõe à parte russa a obrigação de compensar pelos danos.
A exploração comercial do Angosat-1 começaria em abril de 2018. A sua construção iniciou em 2012, no seguimento de um acordo assinado entre Angola e a Rússia, em 2009, com custos de 360 milhões de dólares dos cofres do Estado angolano.

Janeiro 2019

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