Redes 5G – Afinal o que é que vai mudar? E quando é que chega?

2018-10-11
Fonte: Leak
Foto por: Pexels/ pixabay.com

Na realidade, apesar das redes 5G parecerem apenas uma atualização geracional para as redes móveis, trazendo mais velocidade e menos latência que as anteriores iterações.

É preciso ter em conta, que a migração vai demorar vários anos, e irá necessitar de uma verdadeira expansão a nível global!
Isto, com milhões de novas antenas, que irão acabar por ser a espinha dorsal da ‘Internet das Coisas‘. Com o objetivo, de suportar os milhões de aparelhos que vão começar a aparecer, desde aspiradores a carros ‘smart’.
Dito isto, vamos então perceber que mudanças iremos ter com as novas redes 5G.
Qual é a velocidade das redes 5G?
A ITU – União Internacional de Telecomunicação, uma divisão das Nações Unidas dedicada à supervisão das tecnologias globais de telecomunicações (Rádio, TV, Satélite, Telefone e Internet), estabeleceu o IMT-2020 no início de 2012, para começar a corrida ao 5G.
A ITU definiu os requisitos da performance da rede 5G como velocidade de download ‘máxima’ de 20Gb/s, bem como velocidade de upload máxima de 10Gb/s (50MB/s de garantia).
Em paralelo, é necessário manter uma latência nos milissegundos (1-4ms), e suporte a pelo menos 100 aparelhos por metro quadrado (1 milhão de aparelhos por km quadrado.)
Em comparação, o 4G tem definido como pico de velocidade máxima 100Mb/s e upload de 50Mb/s.
Dito isto, o novo chip 5G da Qualcomm (Snapdragon X50) é capaz de velocidades até 5Gb/s, um limite teórico que excede a velocidade de várias redes de fibra ótica por esse mundo fora.
Afinal de contas, o que é que a rede 5G irá oferecer ao utilizador em casos reais de uso?
Uma rede 5G bem implementada, irá trazer aos aparelhos sem fios, a capacidade de fazer streaming de vários vídeos 4K em simultâneo, sem qualquer tipo de ‘buffering’, ou qualquer tipo de lag! Similarmente, também irá abrir a porta a vários serviços que requerem muita largura de banda! Como streaming ao vivo de eventos desportivos… Ou quem sabe… Cirurgias feitas remotamente!
• Smartphones 5G – Com 5G, os consumidores nunca mais irão sentir a necessidade de entrar numa rede Wi-Fi pública! Vão ter navegadores muito mais rápidos, downloads quase instantâneos, maior qualidade de videochamada, streaming de vídeos com resoluções extremamente altas, e acesso instantâneo à nuvem.‘Always Connected’ PCs – Com as redes 5G, os PCs ‘Sempre ligados’, serão capazes de utilizar a conexão super-rápida e de baixa latência, para aceder ao próximo nível de serviço na nuvem, bem como a videoconferências de alta qualidade, gaming interativo, e produtividade aumentada, devido à flexibilidade de ser poder trabalhar em qualquer lado.
• HMDs – Redes de nova geração, irão permitir aumentar imenso a qualidade de aplicações VR, AR e XR.
Problemas de saúde devido à radiação das redes 5G?
Com a transição para uma nova tecnologia de rede, algumas histórias assustadoras e muito familiares voltaram a aparecer na Internet. Eis alguns exemplos:
• O 5G faz cancro
• Esta tecnologia leva a tumores cerebrais
• Os telemóveis 5G emitem tanta radiação como um micro-ondas
Os telemóveis provocam cancro
Telemóveis provocam cancro? Não é verdade!
Muitas das teorias acerca da radiação dos telemóveis que estão a circular na Internet ainda pairam sobre a indústria desde a altura do 2G. Muitos estão erradamente preocupados com o 5G por associarem que mais velocidade e eficácia significam mais radiação.
A palavra radiação faz-nos lembrar de muitos perigos e até de bombas nucleares.
Apesar de isto estar totalmente errado, há formas muito seguras de radiação. Na verdade, estamos constantemente a ser bombardeados com radiação, como os raios cósmicos do sol.
Há uma grande diferença entre a radiação segura e as formas mais perigosas encontradas em Chernobyl ou nos Raio-X.
Esta é a diferença entre radiação ionizante e não ionizante. A radiação ionizante aparece em comprimentos de onda acima da luz ultravioleta, também conhecida como raios X e raios gama. Esta pode danificar o seu ADN, eliminando os eletrões presentes nas moléculas base, conduzindo a tumores e cancro.
As ondas de rádio de frequências mais baixas, como as utilizadas em redes móveis LTE, não são ionizantes.
Ou seja, não podem causar o mesmo tipo de dano. No entanto, certos comprimentos de onda não ionizantes ainda podem causar danos! Já que produzem calor com um nível de potência extremamente alto.
O limite seguro imposto, por exemplo, pela FCC nos smartphones impõe uma taxa de absorção específica (SAR) de 1,6 watts por kg (1,6 W / kg) de massa. Ou seja, não consegue de forma nenhuma aquecer o seu corpo. Na Europa e na maioria dos outros países para além dos Estados Unidos, o limite ronda os 2,0 W/kg. Estes são os limites legais absolutos de exposição. Na maioria dos casos, os valores no mundo real são significativamente menores.
Então… Quando é que o 5G chega?
Isto depende do sítio onde vive, o aparelho que está a pensar comprar… E até o seu fornecedor de rede móvel!
A meta global para o 5G está posta no ano 2020, que até foi acelerada recentemente devido à ratificação 3GPP de um novo standard de baixa gama do 5G LTE, que promete uma implementação entre 2020 e 2022.
Nos Estados Unidos, a AT&T e a Verizon vão começar a lançar as suas redes 5G ainda este ano, enquanto que a Coreia do Sul, está a contar lançar a rede de nova geração em Março (mais ou menos pela altura do lançamento do Galaxy S10 pela Samsung).
Dito isto, algumas fabricantes de smartphones já têm alguns aparelhos preparados para o que aí vem! Primeiramente, a Motorola já anunciou o Moto Z3! Que irá suportar 5G graças a um acessório que será vendido posteriormente. Posteriormente, temos a Samsung com o seu Galaxy S10, que deverá ser revelado na MWC 2019! Que apesar de não ser o primeiro aparelho 5G da empresa… Irá certamente contar com uma versão 5G mais à frente.
Conclusão
Em suma, apesar de todas estas datas a apontar para 2020-2022… É bem provável que as coisas demorem muito tempo a ser implementadas!
Similarmente ao que aconteceu na implementação das redes 4G, em que pelo menos em Portugal (um país bem pequeno), ainda tem várias regiões sem acesso à rede.

Outubro 2018

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