“O futuro da Inteligência Artificial depende da ética e moral do ser humano”, avisa Eduardo Fermé

2018-05-07
Fonte: Diário de Notícias
Foto por: Cortesia de Farbentek em FreeDigitalPhotos.net

Eduardo Fermé, professor da Universidade da Madeira (UMa) que integra a elite mundial na área da Inteligência Artificial (IA) foi o nome que se seguiu na lista de oradores presentes nas ‘Conferências da Inovação e Futuro’, a decorrer durante o dia 03 de maio, no Centro de Congressos da Madeira.

O especialista argentino, a viver na Região desde 2002, pautou a sua intervenção pela boa disposição, arrancando muitas gargalhadas aos presentes, fruto das analogias e comparações que utilizou para facilitar a compreensão sobre o tema que o trouxe até este evento, isto é, a Inteligência Artificial (IA).
Os paradigmas simbólicos e conexionistas, a diferença entre Big Data e Deep Learning, o perigo do conhecimento emergente, a perda da nossa privacidade, carros autónomos, hackers e armas autónomas foram alguns dos tópicos abordados pelo sul-americano, sempre numa perspectiva de enquadramento em torno da temática reservada para a parte da manhã, ou seja, em torno do passado, presente e futuro da IA, mas também de todas as componentes associadas a este fenómeno que “já existe desde a década de 80”.
Uma das coisas complicadas desta palestra era como a ia abordar. Se falar demasiado básico a primeira coisa que vão fazer é pedir a devolução do dinheiro. Se falar demasiado complicado vão dizer ‘uau, o quanto sabe este tipo, mas não percebi nada’”, começou por referir Eduardo Fermé.
A ideia da Inteligência Artificial (IA) surge porque utilizamos conhecimento do problema”, ou seja, “com a associação de informações poupamos vários anos de processamento”, sendo aí que reside a grande diferença com a inteligência humana, ou seja, a velocidade da máquina é maior em relação à rapidez de pensamento do ser humano. Os quebra-cabeças foram o exemplos utilizado por Eduardo Fermé para sustentar a sua tese.
Por fim, numa intervenção que demorou cerca de 30 minutos, Eduardo Fermé concluiu que a ética e moral têm de aliar-se por uma questão filosófica em relação à IA. “ O futuro da Inteligência Artificial depende da ética e moral do ser humano. A minha ética e moral impedem-me de matar pessoas. Esta é a resposta para a IA”, resumiu Eduardo Fermé.

Maio 2018

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