Marketplace é estratégia para desenvolver e-commerce em África

2018-05-07
Fonte: Alice Wakai para E-Commerce Brasil
Foto por: Cortesia de Stuart Miles em FreeDigitalPhotos.net

As pequenas e médias empresas e a criação de novos empregos inclusivos estão a crescer em África. Muitas iniciativas representam um pouco mais que a metade dos empregos na África, incentivando a demanda para novos produtos e serviços.

O e-commerce é a porta de entrada para os empreendedores africanos no mercado global, com margens altas de lucro, ajudando diretamente tanto compradores quanto vendedores, sem a necessidade de passar por custos intermédios.
Vender produtos e serviços para consumidores de forma global exige mais do que conexão de internet e acesso à tecnologia. Sem as habilidades adequadas, inclusive aquelas de domínio tradicional como marketing, pagamentos, logística, sem as quais, empreendedores provavelmente não conseguirão ser bem-sucedidos em um ambiente de marketplace altamente competitivo. “Encontrar mão de obra qualificada é uma grande dificuldade para o e-commerce. Um empreendedor virtual não consegue ter todas as habilidades específicas necessárias para operar todo o ecossistema”, disse Sarah Carroll, autora do livro “Grow Fast, Grow Global”.
Segundo Carroll, os empreendedores de e-commerce de sucesso precisam ter qualidades pessoais como resiliência, determinação, confiança, mindset positivo, sede por aprender. Serem os melhores no que fazem, confiarem em seus times, ter habilidades de negócio e no caso das exportações, estabelecer uma checklist para cada novo país onde desenhar empreender são outros pontos fundamentais. Segundo ela, quando um empreendedor começa a vender fora de seu país, segue a seguinte jornada:
Educação -> Procrastinação -> Desvio -> Orientação -> Dedicação -> Duplicação -> Replicação
Apesar de todos os empreendedores começarem da mesma forma, a partir de determinado momento é preciso ter habilidades específicas para seguir. Vi muitas empresas a cometer os mesmos erros, por isso é importante dedicar tempo para aprender processos, treinar equipas, entender ferramentas e modelos”, enfatizou.
A segunda painelista, Oulimata Fall, Office of the ED, ITC, enviada pela Asépex do Senegal falou sobre a plataforma Made in Senegal, uma plataforma colaborativa criada para comercializar diferentes tipos de produto do Senegal. Para viabilizar a plataforma, Fall explica que a estratégia foi estabelecer parcerias locais e internacionais. “Enfrentamos diferentes desafios desde encontrar fornecedores locais e mão de obra qualificada locais capazes de ter todas as habilidades exigidas para desenvolver a plataforma até a baixa mobilização de empresas nas áreas rurais e dificuldade em fazer com que os empreendedores participassem dos treinamentos e pudesse usar as habilidades aprendidas para digitalizar seus produtos”, explicou.
Para ela, para que o ecommerce em África continue a desenvolver-se é primordial construir e implementar programas de capacitação que envolvam a promoção de cursos de e-commerce, formação profissional para a equipa de empresas de TI com as habilidades adequadas, estímulo à cultura e ao espírito “digital”, o incentivo à partilha de conhecimento e melhores práticas para aumentar a conscientização e o interesse no e-commerce e a promoção da criação de uma federação de ecommerce.
Dylan Piatti, Africa C&IP Senior Chief of Staff, Deloitte e Chair of the E-Commerce do Forum Africa concorda com Fall. Acrescenta que pagamentos, confiança, fulfillment e legislação são os outros pontos de atenção em África. “O grande impedimento do ecommerce africano ainda é a “confiança”, por isso o objetivo do lançamento do Ecommerce África ‘trust mark’ é estimular o crescimento sustentável do comércio electrónico nacional e transfronteiriço em África através de uma melhor proteção para os consumidores e comerciantes estabelecendo padrões comuns de governo e conformidade e promovendo e garantindo a comunicação clara destas normas”, disse Piatti.

Abril 2018

 

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