Comunicação: Conteúdos vão ser pagos mas é preciso dar qualidade

2017-10-09
Fonte: Reconquista
Foto por: José Furtado/ Reconquista

Os conteúdos partilhados pelos órgãos de comunicação social na internet podem deixar de ser tendencialmente gratuitos para serem pagos.

A opção já está a ser tomada por empresas de comunicação um pouco por todo o mundo mas na opinião de José Manuel Fernandes é preciso que esses conteúdos tenham valor.
O publisher (editor) do jornal online Observador foi um dos convidados das Jornadas Nacionais de Comunicação Social, organizadas pela Igreja Católica e dedicadas à criatividade e partilha na comunicação.
O antigo diretor do Público considera que o caminho para os conteúdos pagos terá de ser feito com o aumento de qualidade na informação disponibiliza, alegando que “ninguém paga por conteúdo se não sentir que esse conteúdo lhe acrescenta alguma coisa”.
O jornalista lembra que as pessoas acedem hoje diretamente às fontes, através das redes sociais, o que diluiu o papel de mediação dos jornalistas.
Mas estes continuam a ter “um papel de verificação, de explicação e de enquadramento”.
O critério jornalístico que pode fazer a diferença é, no fundo, aquele que sempre fez a diferença. É o papel de verificação da informação e o enquadramento dessa informação”.
Se os jornalistas se limitarem a repetir o que as pessoas já sabem “não vale a pena”.
O Reconquista participou nas Jornadas de Comunicação Social, que acontecem habitualmente em Fátima.
Este ano mudaram-se para Lisboa, decorrendo na nova sede da Rádio Renascença.
O jornal que está a ler tem alguns dos seus conteúdos online com acesso reservado a assinantes, uma estratégia seguida há já alguns anos e que coincidiu com a criação de uma assinatura exclusivamente digital

Setembro 2017

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