Fibra ultrapassa cabo como principal acesso à Internet

2017-09-08
Fonte: APDC
Foto por: Cortesia de cookie__cutter em FreeDigitalPhotos.net

A fibra ótica ultrapassou no primeiro trimestre do ano o cabo como a principal forma de acesso à banda larga fixa. Já representa 34% do total dos 3,42 milhões de acessos em local fixo, enquanto o cabo tem 33,1% deste mercado. No móvel, há 6,5 milhões de utilizadores. São os números mais recentes da ANACOM.

No final do primeiro trimestre, havia cerca de 3,42 milhões de acessos à Internet em local fixo, mais 44 mil acessos que no trimestre anterior. Com a fibra ótica a ultrapassa o modem por cabo como a principal forma de acesso à Internet em banda larga fixa, sendo responsável por 34% dos acessos, contra 33,1% do cabo.
A fibra tem sido a tecnologia que mais tem contribuído para o crescimento do número de acessos, registando aumentos superiores a 50 mil acessos por trimestre desde o início de 2015. Quando aos restantes acessos à Internet em banda larga fixa eram suportados em ADSL (25,2%) e LTE em local fixo (7,5%).
Desagregando por tipo de tecnologia, o mercado nacional tinha no final do primeiro trimestre 1,162 milhões de clientes de fibra, 1,137 milhões no cabo, 861 mil no ADLE e 249 mil em LTE em local fixo. Só os acessos ADSL recuaram 15,5% em termos homólogos, num mercado que crescer 6,7% num ano.
Já na banda larga móvel, o número de utilizadores que efetivamente utilizaram o serviço era de 6,5 milhões, mais 0,3% em relação ao trimestre anterior e mais 17,3% face ao trimestre homólogo. Segundo a ANACOM, a evolução verificada resultou do crescimento do acesso à Internet no telemóvel, que atingiu cerca de 5,95 milhões de utilizadores (mais 19,3% face ao trimestre homólogo). No que se refere ao tipo de equipamentos utilizados, tem-se assistido a um aumento da penetração de smartphones.
Os números do regulador das comunicações mostram que no final de março, a taxa de penetração da Internet em banda larga se situava-se em 33,1 por 100 habitantes no caso dos acessos fixos e em 62,8 por 100 habitantes no caso dos acessos móveis com utilização efetiva. A penetração das ofertas de Internet fixa por fibra era de 11,2 por 100 habitantes.
Em termos de quotas de acessos fixos, a MEO continua a liderar, com 40,1%, menos 3 pontos percentuais que no período homólogo. Segue-se a NOS, com uma quota de 37,7% (mais 0,8 pontos percentuais em termos homólogos) e a Vodafone com 17,7% (foi o operador cuja quota mais subiu: 2,2 pontos percentuais). O Grupo Apax, que detém a Nowo e a ONI, manteve a sua quota nos 4,2%.
No caso da banda larga móvel, a quota de clientes ativos da MEO era de 38,9% (43,6% um ano antes), seguindo-se a NOS e a Vodafone com 32,7% e 27,4%, respetivamente. Destas, só a NOS ganhou mercado (2,8 pontos percentuais). A Nowo, que lançou ofertas comerciais de serviço de banda larga móvel em abril de 2016, tinha uma quota de 0,8%.
O tráfego médio mensal por acesso à Internet em banda larga fixa foi de 63,4 GB. No caso da banda larga móvel com utilização efetiva, o tráfego gerado por cliente foi de 2,1 GB por mês (10,4 GB por mês no caso de tablet/PC).
No primeiro trimestre, as receitas provenientes do serviço de acesso à Internet fixo stand-alone e de pacotes de serviços que incluem este serviço totalizaram cerca de 445,1 milhões de euros (um crescimento homólogo de 6,8%). Os acessos à Internet móvel geraram receitas de 86,8 milhões no 1º trimestre de 2017, um valor superior em 6,4% ao registado no 1º trimestre de 2016.

Julho 2017

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