Segurança cibernética para prevenir o crime

2017-07-12
Fonte: Jornal de Angola
Foto por: Cortesia de hywards em FreeDigitalPhotos.net

O Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação defendeu, no passado dia 4 de Julho, em Luanda, o reforço da segurança nos sistemas informáticos, devido à ocorrência de vários crimes no espaço cibernético.

José Carvalho da Rocha falava na sessão de abertura de uma conferência sobre “Fraude e Cibersegurança”, promovida pela operadora de telefonia móvel Unitel e ressaltou a importância das novas tecnologias de informação no dia-a-dia das pessoas. “Os Estados colocam as novas tecnologias de informação no centro da agenda de desenvolvimento socioeconómico das populações.”
Apesar das vantagens que as novas tecnologias de informação e comunicação oferecem, José Carvalho da Rocha sublinhou que é necessário ter em conta os riscos que trazem a nível nacional, regional e internacional: “Por esta razão, reforçar a segurança cibernética e proteger as infraestruturas críticas são tarefas que devem merecer as nossas preocupações.”
José Carvalho da Rocha disse que o Executivo aposta numa sociedade de inovação tecnológica e criou as condições para assegurar que o ciberespaço nacional possa estar cada vez mais seguro. O Ministro destacou a aprovação da Lei de Proteção de dados, das comunicações eletrónicas e a Lei da proteção das redes e sistemas informáticos.
Com a criação da base legal, disse José Carvalho da Rocha, o Executivo criou as condições necessárias para que os operadores de serviços de comunicações eletrónicas no domínio do ciberespaço nacional possam exercer as suas atividades com segurança.
A aprovação das leis, referiu, permite que o Estado crie o centro de resposta aos incidentes informáticos.
José Carvalho da Rocha apelou aos operadores do espaço cibernético para contribuírem na educação dos utilizadores das tecnologias de informação e comunicação para que estes meios tecnológicos sejam usados de forma eficiente e segura.
Os temas relacionados com a fraude eletrónica, a segurança de informação, a privacidade e o cibercrime, disse José Carvalho da Rocha, surgem num momento importante para os usuários, numa altura em que se regista um aumento de crimes cibernéticos à escala mundial.
O Ministro defendeu a partilha de informação entre os atores para que se possa enfrentar os desafios de forma conjunta: “Espero que com esta conferência possamos contribuir para que o nosso mercado possa tornar-se cada vez mais seguro”, salientou.
A Assembleia Nacional aprovou em Dezembro do ano passado a Lei para punir os crimes cometidos com recurso aos sistemas eletrónicos e às novas tecnologias de informação e comunicação. O documento pretende responder de forma eficaz aos novos desafios da sociedade de informação, tendo em conta o aumento da designada “cibersegurança” com todos os riscos a ela associados, incluindo em matéria de criminalidade organizada e terrorismo.
O Executivo pretende proteger o ciberespaço com mecanismos aplicáveis para uma melhor gestão e utilização global da Internet e dos serviços da sociedade da informação.
O Administrador da Unitel Amílcar Safeca disse que a iniciativa serviu para os diferentes atores no sector das telecomunicações partilharem experiências na proteção de dados e na prevenção, monitorização e controlo da informação.
A conferência teve a participação da Ministra da Ciência e Tecnologia, Cândida Teixeira, dos representantes da Movicel, ZAP, DSTV, TV Cabo, Angola Telecom, MSTelecom, Startel, ITA, Itelenet, Net one, Tesolnet, Multitel, Angola Cables e DNS Angola e como prelectores as empresas IBM, KPMG, Dta Group e WeDo Technologies.

Julho 2017

 

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