RTP lança a “maior sala de espetáculos” online e gratuita

2020-05-06
Fonte: A Televisão/ Público/ RTP
Foto por: RTP

A divulgação da Cultura é um dos eixos prioritários da RTP. E nos tempos de confinamento em que vivemos, ainda mais. Se os portugueses não podem ir assistir a espetáculos optámos por levar os espetáculos aos portugueses, pelo que desenvolvemos e concretizamos um novo projeto, diferenciador e inovador: a RTP Palco.

Para o Presidente da RTP, Gonçalo Reis, a RTP Palco representa “mais uma iniciativa inovadora, que junta dois propósitos chave da RTP: promover a produção cultural e assegurar o seu acesso universal e livre, com enfoque no digital.
A RTP Palco é uma grande montra das artes performativas e proporciona uma ótima experiência aos utilizadores que valorizam estes conteúdos. Uma aposta moderna e com impacto da RTP
”.
A partir de agora, a RTP oferece-lhe a maior sala de espetáculos, gratuita e acessível em qualquer lado, através de rtp.pt/palco e da APP RTP Palco, disponível para Android e IOS.
Tudo o que acontece em palco está agora também na RTP Palco, uma vasta oferta onde poderemos ver e conhecer as mais diversas áreas de artes performativas, com especial destaque para teatro, ópera, dança, novo circo, entrevistas, documentários e bastidores de espetáculos. Na vertente da música, este projeto engloba diversos géneros, que vão desde fado, jazz, música portuguesa, world music, pop e música clássica. Mas queremos também divulgar as artes performativas e mostrar novos talentos num palco que é de todos e para todos.
São centenas de horas e conteúdos do arquivo da RTP, mas também de produção própria, conteúdos disponibilizados pelos vários canais e antenas da RTP e produções realizadas em parceria ou cedidas pelos principais agentes culturais do nosso país, onde se encontram entidades como a Casa da Música, o Centro Cultural de Belém, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a OPART, o Teatro Viriato, entre outras.
No que se refere à seleção de conteúdos dos arquivos da RTP, que irão dar origem a um conjunto de coleções temáticas, essa é da responsabilidade dos nossos embaixadores. Personalidades de reconhecida competência e excelência profissional que, mensalmente, selecionam os conteúdos das diferentes áreas integrantes da RTP Palco, onde se destacam nomes como Miguel Leal Coelho (em maio), Ana Paula Russo, Tiago Rodrigues e Sofia Campos.
A RTP Palco leva-nos numa viagem pelo património cultural do nosso país em parceria com os agentes da cultura e do espetáculo, com o empenho dos artistas em darem-nos a conhecer as referências culturais do melhor que se faz em Portugal, em especial nas artes performativas.
RTP Palco, a maior sala de espetáculos que junta o mais recente da nossa Cultura com as grandes referências de um passado que faz parte da memória coletiva de todos nós.

RTP: dos ecrãs ao museu virtual
Peças de cenário, conteúdos de áudio e vídeo, um documentário sobre teatro radiofónico, histórias de bastidores, galerias multimédia ou o primeiro carro de exteriores. No Museu Virtual da RTP, é possível passear pela história da estação pública de rádio e televisão portuguesa, explorar o seu universo e acompanhar os momentos mais marcantes da emissora e também do país.
A experiência é interativa e dá acesso direto ao “maior património audiovisual de Portugal”, sem sair de casa. No vasto acervo, contam-se mais de mil peças museológicas, 16 horas de conteúdos e visitas em realidade aumentada, através da aplicação do museu para dispositivos móveis.
Na secção de exposições temporárias, é possível espreitar Os Anos 20 da Coleção RTP onde, entre várias peças dos “loucos anos 20”, podemos passar por recetores de rádio, antenas de quadro, altifalantes ou grafonolas.
No mesmo espaço, podemos recordar a história da rádio em Emissora Nacional, A História e a Técnica, visitar Uma Televisão com História ou andar Nas Ondas da Rádio, “um percurso sobre a evolução da radiodifusão em Portugal desde os seus primórdios até ao final da Segunda Guerra, assinalando os 81 anos de existência da Rádio Pública portuguesa e destacando o seu legado no panorama radiofónico e cultural nacional”, refere a nota de imprensa.
Para quem quiser brincar às televisões, há um Estúdio Virtual onde maiores de 13 anos são convidados a vestir a pele de pivôs e a apresentar o Telejornal. “Não é tão fácil quanto parece” dizem, e se ajudar, podemos inspirar-nos na galeria de gravações de outros visitantes. Ainda no domínio do lúdico e pedagógico, é possível testar a memória num trivial temático.

RTP África com telescola para não deixar ninguém para trás na CPLP
A RTP África começou, no passado dia 20 de abril, a transmitir conteúdos do primeiro ciclo do ensino básico, alinhando-se assim com a RTP Memória, para alcançar o maior número possível de alunos das comunidades portuguesas no mundo, disse à Lusa o ministro da Educação.
Com as escolas portuguesas no estrangeiro todas encerradas devido à pandemia de covid-19, os professores destas unidades de educação estão a preparar o ensino à distância, mas contam agora com a programação do «Estudo em Casa» através da RTP África, canal com uma significativa presença nos Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
"[Trata-se de] uma primeira ferramenta para podermos chegar necessariamente à CPLP, aos nossos parceiros naturais - os países de expressão portuguesa em África e não só, e depois difundirmos o mais possível os conteúdos educativos em português para todo o mundo", afirmou o governante.
Tiago Brandão Rodrigues sublinhou a importância de as estratégias irem sendo "articuladas com as autoridades locais e regionais" para existir "a maior recetividade possível a esses conteúdos".
As aulas de apoio através da televisão na RTP África começaram a ser transmitidas e vão disponibilizar conteúdos do primeiro ciclo do ensino básico entre as 09:00 e as 11:30, de segunda a quinta-feira, e na sexta-feira das 09:00 às 10:50.
Entre as 13:00 e as 13:30 dos cinco dias úteis serão ainda difundidos conteúdos de Português como língua não materna.
Desta forma, o Governo espera que estes conteúdos cheguem "com muito mais profundidade às comunidades portuguesas que estão espalhadas" pelo mundo.
Segundo Tiago Brandão Rodrigues, as escolas portuguesas no estrangeiro "têm-se adaptado e construíram um plano de ensino", o qual regista "avanços todos os dias".
"Mas temos de encontrar um conjunto de soluções mais alargado que muitas vezes não utilizem as novas tecnologias e que não deixem ninguém para trás", disse, justificando assim o recurso à RTP África, que "chega com muito mais profundidade às comunidades portuguesas que estão espalhadas" no mundo.
A RTP África tem uma forte representação nos países africanos de língua oficial portuguesa, podendo ainda ser seguida em outros países onde está presente a comunidade portuguesa, nomeadamente através de satélite ou por internet.
Em Portugal, mais de 850 mil alunos do ensino básico contam desde o passado dia 20 de abril e durante o terceiro período com aulas de apoio através da televisão, e vão aprender com professores à distância.
Desta forma, o Ministério da Educação espera conseguir chegar aos alunos que estavam a ficar fora do sistema, repetindo um modelo semelhante ao que nasceu na década de 1960, quando faltavam escolas e transportes públicos que permitissem a todos irem às aulas.
Na altura, a Telescola dirigia-se apenas para os alunos que queriam fazer o 5.º e 6.º anos, já que a maioria dos portugueses deixava de estudar quando terminava a "Primária" (1.º ciclo).
Mas agora as aulas serão todas a cores: quer na televisão quer através dos computadores, telemóveis ou `tablets`, onde poderão encontrar diariamente os professores.
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 165 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.
Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Abril 2020

 

Bookmark and Share