Angola Cables na mira de investidores externos

2020-02-09
Fonte: Mercado
Foto por: Angola Cables

A Angola Cables está na mira de vários investidores internacionais, interessados em entrar na empresa, numa altura em que gestão e acionistas conversam sobre a necessidade - e as formas - de se manter o financiamento de projetos, quando faltam quase dois anos para a sua privatização em bolsa, revela o CEO, António Nunes.

Em entrevista a publicar na próxima edição da Rumo, em fevereiro, o responsável lembra os fortes investimentos que a empresa tem feito nos últimos anos e explica que, nesta fase, a privatização “não é o tema, mas sim a capacidade de financiamento deste projecto estratégico angolano”.
Se o Estado decidir investir, não precisamos do sector privado. O nosso drama é que a indústria de telecomunicações é de capital intensivo e só se cresce se se mantiver o investimento a rolar”, sublinha o CEO, lembrando que a empresa deixou de investir “há cerca de dois anos – o último [projeto] foi a conclusão o Angonap de Fortaleza”, um data center inaugurado em abril de 2019.
O programa de privatizações para o período 2019-2022 (ProPriv) prevê que, em 2021, se dê início, via leilão em bolsa, à venda das participações da Angola Telecom (51%) e MS Telecom (9%), duas empresas na esfera do Estado que estão sem capacidade para alimentar mais investimentos - e que estão elas próprias na lista de ativos públicos a vender.
Questionado sobre se a solução poderia passar pela antecipação da privatização, António Nunes disse que “tudo é possível. Estamos neste momento a negociar com os acionistas, o acionista Estado é importantíssimo, estamos a dialogar, a ver as melhores soluções para todos”.
Sem adiantar detalhes, garante haver “vários” interessados na companhia, incluindo estrangeiros, do sector das telecom e outros, mas reforça a necessidade de se olhar para a empresa como estratégica para o próprio País.

Janeiro 2020

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