Movicel melhora oferta de apps e conteúdos através do Angonap de Fortaleza

2019-05-07
Fonte: Mercado
Foto por: Movicel

Através da conectividade que se estabelece entre este data center e o Angonap em Angola, é possível termos conteúdos digitais mais modernos baseados na América Latina, nos EUA e, em especial, no Brasil, para fornecê-los aos clientes”, explicou Aristides Safeca.

O gestor, que falava no passado dia 16 de abril aos jornalistas à margem da inauguração, em Fortaleza, do novo datacenter da Angola Cables, reforçou que a melhoria da conectividade, em qualidade e velocidade, traz novas oportunidades a jovens que, em Angola, têm trabalhado no desenvolvimento de apps e conteúdos, que podem ser disponibilizados pelas operadoras aos seus clientes.
Em Angola já temos um núcleo muito interessante de jovens que desenvolvem apps e que podem assim ligar-se a outros desenvolvedores e, em conjunto, criarem aplicações costumizadas para o mercado angolano”, disse.
A Angola Cables, de que a Movicel é accionista, com 6% do capital, inaugurou o Angonap Fortaleza Tier III, junto à Praia do Futuro, na capital do Estado brasileiro do Ceará, um projeto que, de acordo com o CEO da multinacional angolana, António Nunes, traz novas oportunidades de negócios para operadores e empresas dos dois lados do Atântico.
Aristides Safeca defendeu que o datacenter confere “mais competitividade” à Movicel, ficando agora a cargo da gestão e das equipas de marketing e comercial serem “mais criativas” para ajudar a “mobilizar e catalisar” os agentes que podem trazer novos serviços e conteúdos à companhia.
A melhoria da conectividade permite ainda “alguma redução de custos”, pois os clientes passam a gastar menos tempo para aceder a conteúdos. “Tempo é dinheiro”, sublinhou o PCA da Movicel, que vê com bons olhos o “desafio” da entrada de mais um operador de telecomunicações em Angola.
A visão da competição depende muito da liderança da empresa e eu sou uma pessoa que sempre gostou de competição”, garantiu o gestor. A entrada de um novo concorrente “não deixa de ser um desafio, mas, se se tem confiança no que se faz e, sobretudo, de que se faz melhor que o concorrente, é bom para todos”
Aristides Safeca explicou que a redução de custos aos clientes é uma preocupação da companhia, que tem vindo a fazer um esforço nesse sentido.
Estamos a trabalhar para isso. Por exemplo, estamos a procurar baixar os custos de energia, que são uma componente muito alta, e com pessoal, não reduzindo o número de colaboradores, mas alargando a base de clientes”, o que permite melhorar a produtividade por funcionário, diluindo estes custos, disse.

Abril 2019

 

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