INACOM negoceia preços de equilíbrio com operadoras de televisão por assinatura

2019-02-06
Fonte: Notícias de Angola
Foto por: INACOM

O Instituto Angolano das Comunicações (INACOM) está a negociar com as operadoras de televisão por assinatura preços de equilíbrio que estejam à altura do bolso dos consumidores e garantam também a sustentabilidade das próprias empresas, informou, no passado dia 31 de janeiro, o seu presidente, Leonel Augusto.

Ao falar à Televisão Pública de Angola (TPA), a propósito do anúncio unilateral da ZAP, segundo o qual vai alterar os preços dos seus serviços a partir do dia 26 deste mês, o Presidente do INACOM esclareceu que toda e qualquer alteração do tarifário de preços das comunicações deve obedecer o estritamente previsto na lei das comunicações eletrónicas.
No passado dia 28 de janeiro, a ZAP anunciou, de forma unilateral, que fará a alteração dos preços dos pacotes Mini, Max, Plus e Premium, a 26 de fevereiro, decisão já repudiada pelo INACOM, por, alegadamente, “não ser da sua competência a fixação de preços deste tipo de serviços”.
A ZAP esclareceu, através de um comunicado de imprensa, que, face às mudanças registadas na economia nacional, como a desvalorização do kwanza, poderia alterar os preços dos seus serviços.
Segundo a empresa, essa situação cria grandes dificuldades no pagamento aos seus fornecedores internacionais.
Deste modo, o pacote Mini para 30 dias, que custava dois mil e 200 kwanzas, passará a três mil e 100 kwanzas, enquanto o Max, que custa Akz 4.400, passará a Akz 6.200. O pacote Premium, que até ao momento custa Akz 8.800, passará a 12 mil e 400 kwanzas.
Na entrevista à TPA, o Presidente do INACOM acrescentou que as alterações do preço devem obedecer também o regulamento de preços dos serviços das comunicações eletrónicas e o regulamento geral das comunicações eletrónicas.
Leonel Augusto referiu que o INACOM, enquanto órgão regulador dos serviços de telecomunicações, não está alheio ao contexto macroeconómico e a pressão que exerce sobre as próprias empresas, daí estarem a dialogar com a ZAP, MultiChoice e TV Cabo, para encontrar preços que satisfaçam os clientes e garanta a continuidade das atividades das operadoras.
Temos estados a trabalhar para encontrar equilíbrio por aquilo que os consumidores podem absorver. Aqui estamos a falar de mais de um milhão e 500 mil de clientes consumidores dos serviços de televisão por assinatura e também encontramos o equilíbrio tendo em conta a sustentabilidade das próprias empresas”, disse.
O INACOM, disse, tem estado a defender que alteração e reajustes dos preços sejam graduais, para permitir que os cidadãos possam absorver o impacto nas suas próprias contas diárias.

Fevereiro 2019

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