CTM inicia testes para o lançamento da rede 5G em 2020

2018-10-09
Fonte: Hoje Macau/ Macau Business
Foto por: CTM

É na primeira metade de 2020 que a CTM espera colocar a funcionar a quinta geração de internet móvel em Macau. Os testes de rede 5G, que arrancaram em junho, decorrem até ao final do ano.

Foi pelo menos essa a expectativa que o CEO da CTM, Vandy Poon, transmitiu, no passado dia 30 de setembro, durante uma conferência de imprensa, em que deixou claro, porém, que há pressupostos que têm de ser cumpridos, como a atribuição atempada da licença. Segundo o vice-presidente dos serviços de rede da CTM, Declan Leong, a CTM espera obter a licença 5G no próximo ano, dado que estima demorar “pelo menos 13 meses” para instalar a tecnologia essencial para tornar o 5G uma realidade.
Com efeito, há um fator que pode afetar o licenciamento da 5G: a oferta integrada de serviços de telecomunicações. É que, para a CTM, se a convergência estiver disponível no próximo ano não há problema. Mas se não estiver pronta, a operadora recomenda que a licença 5G seja separada da de convergência, sob pena de Macau se atrasar para apanhar o comboio da rede 5G.
Recentemente, o Governo afirmou que esperava ouvir, até ao final do ano, as operadoras de telecomunicações relativamente à elaboração das novas leis e regulamentos para a convergência no sector, com vista à oferta futura de pacotes de serviços integrados, como internet, telemóvel, telefone fixo ou TV Cabo, à semelhança do que sucede em países como Portugal. Isto depois de, no Verão passado, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, ter reconhecido que a convergência implica um processo complexo, admitindo a possibilidade de demorar dez anos.

Condicionantes técnicas
A implementação do 5G também coloca em evidência desafios devido ao facto de Macau ser um território com uma área pequena, com edifícios altos, e uma elevada densidade populacional, observou Vandy Poon. Neste sentido, complementou Declan Leong, existem condicionantes técnicas que têm de ser satisfeitas, como o espectro, dando conta das múltiplas frequências de banda recomendadas, uma vez que o 5G exige elevada taxa de transmissão e baixa latência. Outro ponto importante prende-se com as estações de transmissão móveis. Atualmente, a CTM tem mais de 500 para assegurar a rede 4G, um número que tem de aumentar com a mudança para o 5G.
As vantagens
Se falarmos de uma forma simplista, a rede 5G é 100 vezes mais rápida e é mais amiga do ambiente, [pelo que] pode contribuir muito para o futuro das cidades inteligentes e para [o projeto] Macau Digital”, realçou Vandy Poon.
A CTM iniciou os testes logo após ter sido concluída a padronização do 5G, em Junho, estando “confiante” de que o 5G em Macau vai sincronizar-se com as regiões vizinhas, com o lançamento para uso comercial em 2020. Segundo Declan Leong, a China e a Coreia do Sul figuram como os favoritos na corrida ao lançamento do uso comercial do 5G. “Achamos que Macau pode fazê-lo na mesma altura”, complementou.
Relativamente ao investimento para implementar o 5G, o CEO da CTM afirmou que será “bastante considerável, embora não disponha de uma estimativa. É muito cedo [para dizer]. Vamos tentar trabalhar bastante com o nosso fornecedor [grupo chinês Huawei] para chegar a uma solução de custo eficiente”, observou Vandy Poon.

Escutas em estudo
O CEO da CTM escusou-se ontem a comentar em concreto o conteúdo do Regime Jurídico de Interceção e Proteção de Comunicações, e revelou estar a “analisar” o diploma, apresentado na quarta-feira. “Vamos participar proactivamente na consulta pública, estamos a estudar o documento e vamos participar nas sessões”, afirmou, embora se tenha mostrado confiante na abordagem “equilibrada” do Governo. O novo regime, que vem alargar as escutas telefónicas às novas tecnologias, estabelece deveres para as operadoras de telecomunicações, como o de conservação na RAEM dos registos das comunicações, durante um ano. Um período que, segundo Vandy Poon, “é mais longo do que aquele que observam atualmente”. “Vamos estudar e definitivamente seguir em direção ao cumprimento total [das normas]. Se tivermos dificuldades vamos usar as sessões para expressar as nossas opiniões”.

Data Center da CTM em Hong Kong aprovado pelo Gabinete para a Proteção de Dados Pessoais
A Companhia de Telecomunicações de Macau S.A.R.L (CTM) teve sua aplicação para estabelecer um data center de backup de Hong Kong aprovado pelo Gabinete de Proteção de Dados Pessoais (GPDP), de acordo com um comunicado divulgado no passado dia 19 de setembro.
De acordo com o comunicado, a CTM está a construir um centro de dados em Hong Kong, a fim de criar um centro de backup no caso de inundações, devido à alta densidade populacional, baixa altitude e falta de espaço em Macau.
No entanto, existem algumas preocupações em relação à transferência regulatória de dados entre Macau e Hong Kong, devido a recentes preocupações sobre privacidade de dados.
Como tal, a CTM consultou o GPDP de modo a notificar as empresas afetadas sobre os seus direitos relativamente a transferências de dados transfronteiriços entre Macau e Hong Kong, que estão disponíveis no website do GPDP.
Durante o tufão Hato, a CTM teve que mudar para geradores de backup para redes de telecomunicação, que foram cortadas devido ao fornecimento de eletricidade em Guangdong sendo afetado pelo clima.

Setembro 2018

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