Plano de privatização da Angola Telecom quase concluído

2018-09-07
Fonte: Angola Telecom
Foto por: Angola Telecom

O Ministro das Telecomunicações angolano garantiu que os planos para privatizar 45% do capital social da empresa já estão na reta final.

O Ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação angolano disse no passado dia 02 de agosto, em Luanda, estar já na reta final a avaliação dos ativos da Angola Telecom para a privatização de 45% do seu capital social. José Carvalho da Rocha referiu que o processo decorre em todo o país, com uma avaliação de “ativo por ativo”, para que se possa ter, depois, “um preço justo”. “É um trabalho árduo, temos de ir para todos os cantos. Depois temos de ver o ativo patrimonial, de pedir o concurso de uma empresa especializada. Estamos na reta final deste processo”, disse o Ministro. A Angola Telecom, empresa pública de telecomunicações e multimédia, fundada em 1992, já recebeu do Estado o Título Global Unificado, o que a habilita como terceiro operador nacional da rede de telefonia móvel, bem como prestar qualquer serviço de comunicações eletrónicas com base em qualquer tipo de tecnologia. Segundo o Ministro, o Governo pretende estabelecer um paralelismo para, tão logo se anuncie o vencedor do concurso para uma quarta operadora móvel, que decorre atualmente, se dê início ao da Angola Telecom. A Angola Telecom, surgida da fusão das empresas estatais ENATEL e EPTEL, é gerida desde 2016 por uma Comissão Interina, que disponibiliza serviços comerciais de voz e dados, mas com resultados financeiros sucessivamente negativos. Sobre o concurso a decorrer para a quarta rede de telefone móvel, José Carvalho da Rocha disse que o processo está na fase final, salientando que os apurados têm a responsabilidade de apresentarem, em função do caderno de encargos, os seus projetos técnicos e financeiros para poderem realizar a atividade. “Temos de ver que é um trabalho a nível nacional. Eles, ao montarem uma rede técnica, têm de nos apresentar uma rede nacional. É preciso andar pelo país todo para fazer um levantamento”, sublinhou. José Carvalho da Rocha disse que são 18 as propostas de nacionais e 9 de estrangeiros, o que “demonstra o interesse de diversos operadores nacionais, grupos financeiros, grupos económicos em relação ao processo”. O governante angolano garantiu que o mercado é suficiente para a existência de quatro operadores. “E vamos deixar que as próprias forças do mercado em si determinem quantos operadores devem acontecer. O que vai determinar e o quê? Nós, enquanto clientes, o que queremos é um operador que nos dê qualidade de serviços, que nos faça preços acessíveis, que ganhe nesses aspetos que influenciam o consumidor final”, referiu. O mercado das telecomunicações móveis em Angola conta com mais de 11 milhões de cartões registados, controlados pela privada Unitel, o maior operador angolano, da empresária Isabel dos Santos, e a Movicel, também provada, e a Angola Telecom habilitada para o efeito através do título que lhe foi atribuído.

Agosto 2018

 

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