Correios do Brasil oferecem nova funcionalidade para lojas de e-commerce

2018-02-11
Fonte: Correios do Brasil/ Teletime
Foto por: Correios do Brasil

As empresas de comércio eletrónico já podem interagir com os Correios durante o andamento de uma encomenda para solicitar a suspensão da entrega, nos casos em que perceberem essa necessidade. A funcionalidade faz parte do projeto Entrega Interativa e, desde o passado dia 31 de janeiro, está disponível exclusivamente para lojas integradas via web services com os Correios.

O comércio eletrónico tem necessidades bem específicas. Mesmo com todas as análises de riscos realizadas na venda, a loja pode perceber tardiamente que foi vítima de alguma compra fraudulenta e precisar interromper a entrega”, explica o Vice-Presidente Comercial dos Correios, Francisco Wakebe.
Após ter a suspensão de entrega solicitada, a encomenda é devolvida ao remetente. Essa solicitação é realizada de forma automatizada pelo detentor do contrato com os Correios. Assim, quando se tratar de marketplaces, por exemplo, os seus vendedores deverão contactá-los diretamente caso queiram suspender uma entrega. As lojas que ainda não utilizam o web services dos Correios devem integrar-se caso queiram ter acesso à suspensão da entrega. Para o comércio eletrónico, a integração via web services com os Correios oferece outras vantagens, como a geração de pré-lista de postagem e a garantia de dados sempre atualizados, entre outras.
Somos parceiros do comércio eletrónico brasileiro desde sempre. Com esse lançamento, os Correios aumentam as ferramentas para que o e-commerce seja cada vez mais seguro tanto para compradores quanto para vendedores”, ressalta o Presidente da empresa, Guilherme Campos.
Os Correios trabalham no desenvolvimento de uma interface no site para disponibilizar essa ferramenta a todos os clientes – mesmo aqueles que não têm integração via web services.

Ainda longe da meta inicial, Correios Celular ultrapassa 80 mil chips vendidos
A Correios Celular, operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês) dos Correios, vai completar um ano de atuação no fim de março e acumula até agora 80 mil chips vendidos e 200 mil recargas, revela o Presidente da empresa, Guilherme Campos. A meta é passar de 200 mil chips vendidos até o fim deste ano. Mas vale lembrar que quando o projeto foi lançado, no começo de 2017, a meta era chegar ao final do primeiro ano com 1 milhão de acessos.
O foco é a classe D, com um plano pré-pago mais simples e barato. Os chips são vendidos nas suas próprias agências. A Correios Celular opera atualmente em 12 estados brasileiros, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo. "Ainda não estamos no Brasil inteiro por causa de problemas de ordem burocrática em alguns estados para conseguirmos as inscrições estaduais", comenta Campos.
Há planos para vender smartphones atrelados ao chip nas agências dos Correios no futuro, mas é preciso fazer uma concorrência para a escolha do fabricante e isso demora um pouco, relata o executivo.

Marketing
O Presidente dos Correios lamenta não ter verba para mais investimento em marketing. "Só não temos um resultado maior por não termos condições de bancar uma campanha publicitária mais forte a respeito do serviço. A telefonia celular é um mercado muito disputado e a comunicação publicitária é importante. De todo modo, temos um crescimento consistente", avalia Campos.
O balanço de quase um ano de operação é positivo, afirma o Presidente dos Correios, especialmente no que diz respeito ao ganho para a imagem da empresa. "O principal ganho para os Correios é de imagem. Passamos a ser vistos como uma empresa preocupada em inovação, em novos serviços para os cientes, deixando para trás aquela imagem de empresa do passado, que era somente de serviços postais, só de produtos de monopólio", comenta.

Fórum de Operadoras Alternativas
O Vice-Presidente de canais dos Correios, Cristiano Barata Morbach, participará do painel "A vez das MVNOs", que acontecerá no dia 26 de março, no WTC, em São Paulo, como parte do Fórum de Operadoras Alternativas, evento organizado por Mobile Time e Teletime. O seminário também discutirá a atuação de operadoras de Wi-Fi no Brasil e o surgimento de redes específicas para Internet das Coisas.

Janeiro 2018

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