Angola Cable expõe inovações em São Paulo

2017-10-09
Fonte: Jornal de Angola
Foto por: Angola Cable

A multinacional angolana de telecomunicações, Angola Cables, dedicada à comercialização de circuitos internacionais de voz e dados por cabos submarinos de fibra óptica, apresentou importantes novidades sobre os seus grandes projetos internacionais de telecomunicação na Futurecom 2017.

Para isso, a empresa contou com um stand de 50 metros quadrados na rua E12 e vai participar num painel dedicado ao tema cabos submarinos. O evento decorreu no Transamérica Expo Center, em São Paulo.
A rede de conectividade internacional da Angola Cables vai estar concluída com a entrada em serviço dos três sistemas submarinos que atravessam o Oceano Atlântico e os seus “datacenters” instalados em Luanda e Fortaleza. Os sistemas submarinos são compostos pelo WACS (West African Cable System), que atualmente conecta 11 países da costa ocidental africana a três europeus e encontra-se em processo de ampliação; SACS (South Atlantic Cable System), que vai fazer a conexão entre o continente africano e a América Latina, ligando Luanda e Fortaleza, previsto para entrar em operação em julho de 2018; e o Monet, cabo responsável pela ligação entre o Brasil e os Estados Unidos da América (EUA), com a conclusão prevista para Novembro deste ano.
A Angola Cables ainda possui o Angonap, “datacenter” localizado em Luanda, já operacional e em processo de expansão, e o “datacenter” de Fortaleza, em fase de construção. Este último, juntamente com o SACS e o Monet, exigiram um investimento de cerca de 300 milhões de dólares norte-americanos.
De acordo com Artur Mendes, diretor comercial e marketing da Angola Cables, “os projetos dos ‘datacenters’ e dos cabos são passos importantes na afirmação da empresa, que servirá de ponte digital para os principais centros de produção e alojamento de conteúdos, produtos e serviços de telecomunicações. Com esta rede transatlântica em operação, os agentes do mercado terão rotas de maior eficiência e alternativas de troca de conteúdos”.
A Angola Cables participou num painel que abordou os fatores essenciais que viabilizam o uso de cabos submarinos. Em apenas dois anos, o uso da capacidade instalada de banda larga no Mundo praticamente duplicou.
Considerando apenas a América Latina, o crescimento anual da procura ultrapassa os 40 por cento. A região é a que mais deve receber investimentos em cabos submarinos de fibra ótica, entre 2016 e 2018. O painel, que aconteceu no Auditório Argentina, contou com as participações de Artur Mendes, em representação da Angola Cables, assim como representantes de outros sistemas de cabos submarinos.

Angola Cables abre 'janela' para investimentos dos EUA
Após reuniões com representantes dos setores público e privado do Ceará, no passado dia 2 de outubro, o cônsul geral dos Estados Unidos no Recife, John Barrett, identificou nos investimentos que estão a ser realizados pela Angola Cables na Capital - a construção de um data center e a conexão de dois cabos intercontinentais de fibra ótica - como principal "janela" para oportunidades de novos aportes provenientes de empresas de seu país. "Neste mundo, em que comunicação é tão importante, em que a informação que chega de uma cidade para outra, de uma empresa para outra é tão importante, os investimentos da Angola Cables vão abrir uma janela bem importante para mais empresas que tenham interesse nisso, para ajudar que Fortaleza se integre no mundo moderno de comunicações", destacou. "As empresas americanas podem participar dessas atividades, pois temos muita inovação, temos os instrumentos, as máquinas que fazem esse tipo de trabalho", acrescentou o cônsul. O representante diplomático está na sua primeira visita oficial a Fortaleza desde que assumiu o cargo, em julho. Participou de um encontro na noite de 2 de outubro, no Hotel Luzeiros (Av. Beira-Mar), com cidadãos americanos que residem na Capital. De acordo com John Barrett, o Ceará é o estado que mais tem norte-americanos registados (moradores e visitantes) entre as oito unidades da federação do Nordeste que compõem distrito consular sediado em Recife - a Bahia pertence ao distrito localizado no Rio de Janeiro. "Uma prioridade para o consultado é manter contato com essa comunidade de americanos. Então, convidamos a todos os americanos que estão aqui para participar de uma reunião para falar sobre mecanismos de passaporte, certificados de nascimento para as crianças das famílias americanas que estão aqui em Fortaleza", exemplificou.
Hub
O cônsul classificou como oportuno o anúncio do hub (centro de conexões) da Air France-KLM para Fortaleza, e acredita que isso pode acabar estreitando as relações comerciais e turísticas entre os Estados Unidos e o Ceará.
Questionado sobre as expectativas de realização de um voo direto entre a Capital cearense e os Estados Unidos - Camilo Santana disse que "a rota virá no curto prazo" - o cônsul disse que "vai ser uma decisão da empresa privada". "Se a empresa privada chega a essa conclusão, quer dizer que eles estão concordando connosco, que há potencialidade aqui em Fortaleza, que há oportunidades para esse fluxo", armou. "Estou a ver um Estado que tem muita vida, que tem muita inovação, que tem a Angola (Cables) que está a chegar, com esse centro de informação, os investimentos alemães (da Fraport) no Aeroporto de Fortaleza, o investimento holandês no Porto do Pecém. Eu estou a imaginar uma história bem positiva aqui no Ceará", resumiu Barrett.
Data center e cabos
Os investimentos da Angola Cables em Fortaleza já foram responsáveis pela atração de pelo menos um investimento norte-americano. O Americas Lightpath (AmLight), consórcio provedor de conectividade entre as instituições de ensino e pesquisa dos Estados Unidos, irá funcionar dentro do data center, previsto para ser inaugurado em março dó próximo ano.

Outubro 2017

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