SACS: A primeira ligação direta entre África e América do Sul começa a ser instalada em Luanda

2017-09-07
Fonte: Angola Cables
Foto por: Angola Cables

No passado dia 9 de agosto, a Angola Cables, multinacional angolana de telecomunicações, iniciou o lançamento do cabo submarino SACS, a partir da costa angolana, em Sangano, município da Quissama, um evento que contou com a presença do ministro das telecomunicações e tecnologias de informação, José Carvalho da Rocha, entidades governamentais, operadores do sector económico nacional e internacional, bem como os acionistas e convidados da empresa.
 

A instalação do SACS na costa angolana é um marco importante na conclusão deste projeto estratégico para Angola, de tal modo que representa um virar de página nas comunicações digitais mundiais, sobretudo por ser a primeira ligação direta entre os continentes africano e sul americano, uma rota mais rápida e de elevada capacidade.
Segundo António Nunes, Presidente da Comissão Executiva da Angola Cables, os resultados da construção do SACS são satisfatórios. Quando toda a rede estiver concluída, juntamente com as infraestruturas envolventes, haverá uma mudança de paradigma no sector, sobretudo porque as comunicações serão muito mais rápidas, menos cinco vezes do tempo necessário para aceder aos conteúdos disponíveis na América, uma região que se posiciona como um dos maiores centros de produção e agregação de conteúdos e serviços digitais.
“Angola está cada vez mais próxima de se tornar num dos centros das telecomunicações na região subsaariana. Os investimentos nos sistemas de cabos submarinos, nomeadamente o WACS, já operacional, o SACS e o Monet e os datacenters estão a criar, não só autoestradas da informação que vão nos aproximar dos grandes centros de produção de conteúdos e serviços digitais, mas também partes importantes dos grandes circuitos internacionais de telecomunicações”, considera António Nunes.
Os conteúdos produzidos nestas regiões e a conectividade internacional, disponibilizada pelos cabos submarinos, de acordo com António Nunes, poderá gerar grandes benefícios económicos principalmente para Angola, com grande potencial de atração de empresas tecnológicas da região que precisem de elevada conectividade.
A fase de instalação do cabo em águas rasas é das mais importantes do projeto, não apenas por ser a fase final, mas também por ser a parte em que é exigido vários níveis de interação e atividade com diversas entidades em simultâneo, e por isso constituir um momento crítico e de alto risco. A proteção tanto do cabo como das equipas envolvidas é um dos aspetos bastante analisado e por isso os trabalhos são rigorosos e bastante planeados.
A instalação do SACS representa a concretização de um sonho, um desenvolvimento que traduz a nossa capacidade de encontrar soluções e ultrapassar desafios, tendo sempre em vista o objetivo final” disse António Nunes.

Agosto 2017

 

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