Presidente da Direção da AICEP afirma que as tecnologias revolucionam a forma de pensar

2017-06-11
Fonte: O País/ Handza
Foto por: MOZTECH

Por quê falar do digital? Antes de qualquer resposta, o Presidente da Direção da Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa (AICEP), João Caboz Santana, convidou os participantes da 4.ª edição de MOZTECH a ver um pequeno filme, no qual se sintetiza o alcance do digital na época contemporânea.

João Caboz Santana disse, no princípio da sua dissertação, que as forças digitais não são algo de novo, embora 15% das pessoas do mundo ainda não tenham acesso à internet.
Para João Caboz Santana, a transformação digital já está a afetar as pessoas, a vários níveis, quer no trabalho, como no lazer e os próprios Estados começam a ser influenciados positivamente, levando à aproximação dos cidadãos e a contribuir para uma alteração de pensamento. As tecnologias levam a uma nova forma de pensar, revolucionam o modelo de Governo, com mais transparência, e a sociedade será, com isso, mais inclusiva. Mais adiante, João Caboz Santana afirmou que “as tecnologias aumentam a competitividade e aumentam o PIB dos países, e, com essas ferramentas, somos mais beneficiados com as ofertas que as organizações nos oferecem”.
Não obstante, o Presidente da Direção da Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa assume que transformar uma empresa numa digital é um processo algo complexo. É preciso ter coragem e audácia e que se invista, contratando pessoas competentes que possam trabalhar e inovar com liberdade. As organizações devem desenvolver plataformas que possam alcançar essa escala.

Rescaldo MOZTECH Edição 2017
Num tempo em que a tecnologia tem ganho espaço no mercado moçambicano, iniciativas como a MOZTECH mostram que o país não está indiferente às tendências tecnológicas desta nova Era.
Decorreu nos dias 24 a 26 de maio, a 4.˚ Edição da MOZTECH (Feira de Tecnologias e Comunicação de Moçambique), cujo maior objetivo é contribuir para o desenvolvimento e transformação do país, colocando a tecnologia ao serviço do seu povo.
Nesta edição, a MOZTECH contou com 46 oradores nacionais e estrangeiros. Pontos de partida e tendências, uma nova forma de viver e uma nova forma de fazer negócios foram alguns pontos debatidos durante estes três dias.
O Diretor da SQ+, Sidney Quintela falava das smart city (cidades inteligentes) e que quem faz estas cidades inteligentes é o próprio homem e referiu a educação como um dos principais pilares para tornar estas cidades inteligentes numa realidade. Neste ponto em particular, embora sendo um assunto bastante chamativo e importante, sentiu-se da parte do público que lá estava, que um dos painelistas não conseguiu responder a questão colocada ou adequa-la à nossa realidade. Por essa e outras razões, no final do programa um dos espectadores sugeriu que nas próximas edições, a MOZTECH convide pessoas, sobretudo moçambicanas, que estejam à altura de responder às inquietações levantadas pela plateia no que tange a realidade do país.
A MOZTECH é um espaço onde decorre a troca de experiências no ramo de tecnologia. Experiência foi um dos pontos levantados pelo Diretor-Geral da Vodafone M-Pesa, Gulamo Nabi, quando disse que o cliente é quem define a experiência que gostaria de ter, dando exemplo da da internet oferecida pela Vodacom.
O marketing digital foi um dos pontos que esteve em alta nesta 4.˚ Edição. Tiago Fonseca, sócio e diretor de criação da agência “Golo” fez perceber que a essência do marketing digital é o ser humano. O marketing não desenvolveu por si só. Quem evoluiu na verdade foi o homem e não o marketing digital.
Foi possível ver diversas empresas do ramo de tecnologia participando desta 4.˚ Edição. É de se louvar o envolvimento das startups e não só em eventos desta envergadura. Durante a visita feita em algumas tendas dos expositores desta edição, deu para perceber que muitas delas tem websites, mas não têm páginas nas redes sociais. As startups em particular não apostam muito no marketing digital.
Os bancos, por sua vez, estão a apostar em soluções tecnológicas para facilitar a vida dos seus clientes, o que é bastante positivo num mundo em que a tenologia virou o pão de cada dia.
No século XVIII, Jean-Baptiste Say define o Empreendedor como alguém que inova e é agente da mudança, dedicando-se à criação de novas empresas e seu gerenciamento. Nesta edição, o evento contou com empreendedores nacionais e internacionais que deixaram ficar as suas experiências. E o público teve a oportunidade de interagir com os painelistas, onde falaram dos desafios de empreender no país, principalmente na área de tecnologia.
Sentimos que a MOZTECH é uma boa oportunidade para as empresas de tecnologia sobre tudo para as startups posicionarem-se no mercado e divulgarem os seus produtos. Por outro lado, gostávamos que esta feira se tornasse numa ponte entre investidores e empreendedores, isto é, que se criassem programas de exibição de ideias empreendedoras para potenciais investidores.
Apesar de ter participado nesta edição apenas como visitante, pela relevância e impacto desta feira, a Handza, em particular, sente-se motivada a participar nas futuras edições como expositor.
Deste modo queremos congratular a iniciativa e toda a equipe de trabalho desta feira que fertiliza o mercado de tecnologias em Moçambique. Bem-haja MOZTECH.

Maio 2017

 

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